El debate sobre la organización del tiempo emerge cada vez con más fuerza, pero a la vez con mayor confusión. La evidente asincronía entre los horarios laborales y las necesidades vitales invitan a plantear nuevas fórmulas más ?humanas?, pero que chocan con la realidad económica actual: cada día se trabaja más por menos. Por ello, nuevas voces procedentes de la izquierda política se han adentrado en el debate sobre el tiempo reformulando y renovando viejos conceptos: ¿Por qué no trabajamos cuatro días y descansamos tres?
O debate sobre a organização do tempo emerge cada vez mais fortemente, mas ao mesmo tempo com maior confusão. O assincronismo óbvio entre as horas de trabalho e as necessidades vitais nos propõe a criar novas fórmulas, mais "humanas", mas que se chocam com a realidade econômica de hoje: cada vez se trabalha mais po menos. Dessa forma, novas vozes da esquerda política mergulha no debate sobre o tempo, reformulando e renovando conceitos antigos: por que não trabalhamos quatro dias e descansamos três?
El columnista británico Owen Jones, gurú de la nueva izquierda, lo planteaba recientemente en un artículo en The Guardian, y el Partido Verde está trabajando para incluirlo en su próximo programa electoral. La idea de la semana laboral de cuatro días aparece vinculada, así, a un reparto del trabajo, un equilibrio vital, una mayor sostenibilidad ambiental ?se subraya que desciende el gasto energético?, un mayor margen para el cuidado de los demás sin desequilibrios de género. La sostenibilidad trasladada al ámbito vital y laboral.
O colunista britânico Owen Jones, um novo guru da nova esquerda, recentemente abordou esse tema em um artigo no The Guardian, e o partido verde está trabalhando para incluí-lo em seu próximo programa eleitoral. A ideia da semana de trabalho de quatro dias está, portanto, ligada a uma distribuição de trabalho, um equilíbrio vital, uma maior sustentabilidade ambiental ? ressalta-se que o gasto energético está em queda ? uma margem maior para o cuidado dos outros sem desequilíbrios de gênero. Sustentabilidade transferida para o campo vital e trabalhalhista.
El planteamiento puede parecer utópico, sobre todo si se confronta con la situación actual, pero también abre ventanas de cara al futuro. Cristina Sánchez Miret, profesora de Sociología (Universitat de Girona), considera que hasta los años noventa, antes de la crisis y con una solidez del estado de bienestar, este planteamiento era posible. ?Pero actualmente bajamos sin freno por una pendiente, el trabajo ocupa toda nuestra vida, precisamente por miedo a quedarnos sin él?, indica, y el debate sobre esta ?sostenibilidad? vital ha quedado en poco.
A abordagem pode parecer utópica, especialmente quando confrontada com a situação atual, mas também abre janelas para o futuro. Cristina Sánchez Miret, professora de Sociologia (Universitat de Girona), acredita que até a década de 1990, antes da crise e com uma solidez do estado de bem-estar, essa abordagem era possível. "Mas estamos atualmente descendo uma encosta, o trabalho tornou-se a dedicação principal de toda a nossa vida, precisamente por medo de ficar sem", observa, e o debate sobre esta "sustentabilidade" vital logo foi deixada.
De todas maneras, considera imprescindible plantear estas utopías para empujar los cambios, aunque puntualiza que no se debe caer en algunas trampas a la hora de hablar de la semana de cuatro días. En primer lugar, Sánchez Miret indica que no es positivo optar por un día más de fiesta a cambio de trabajar más el resto. Llenar aún con más horas la jornada laboral, señala, rompe con los ritmos vitales, con la necesidad de hacerse cargo de la familia, o de tener tiempo de uso personal. Tampoco debe significar un recorte salarial, especialmente para aquellos que cobran menos. ?No se puede hablar de repartir el trabajo con sueldos miserables, nos estamos cargando la clase media ?subraya?, es imprescindible que la gente gane más de lo que es meramente indispensable para sobrevivir?.
No entanto, ela considera essencial fortalecer essas utopias para promover as mudanças, embora afirme que se deve ter cuidado para não cair em algumas armadilhas quando se fala sobre a semana laboral de quatro dias. Em primeiro lugar, Sánchez Miret indica que não é positivo optar por mais um dia de folga em troca de trabalhar mais o restante da semana. Acrescentar mais horas de trabalho no dia a dia atrapalha o ritmo vital, em relação aos cuidados com as necessidades da família, ou de ter tempo para uso pessoal. Muito menos deve significar um corte salarial, especialmente para aqueles que já ganham menos. "Nós não podemos permitir a ideia de trabalhos com salários miseráveis e cobrar isso da classe média", ela salienta, "é imperativo que as pessoas precisem ganhar mais do que é meramente indispensável para sobreviver."
De momento, las ideas más innovadoras con respecto a la organización del tiempo llegan de las grandes tecnológicas americanas, y afectan por lo tanto a profesionales normalmente con salarios altos. Están basadas, explica Aline Masuda, profesora de EADA, en dar autonomía al trabajador, en crear un marco de flexibilidad horaria, pero esto no quiere decir que se trabaje menos, sino que se hace por objetivos. Y cree que este es el futuro en muchas profesiones.
Por enquanto, as ideias mais inovadoras sobre a organização do tempo são trazidas pela tecnologia americana, e, portanto, afetam os profissionais normalmente com altos salários. Baseiam-se, explica Aline Masuda, professora da EADA, sobre dar autonomia ao trabalhador, sobre a criação de uma estrutura de flexibilidade de tempo, mas isso não significa que menos trabalho é realizado, mas que é organizado por objetivos. E ele acredita que este é o futuro em muitas profissões.
Existe ya esta semana de cuatro días, lo que se denomina compressed workweek, donde las horas del día que no se trabaja se reparten en el resto, señala Masuda. Y en este marco de flexibilidad también se ha introducido en algunas empresas (Netflix, Virgin o General Electric) el concepto de ?vacaciones ilimitadas?. Como su nombre indica, el trabajador decide cuántos días se toma libres sin condiciones ?en Estados Unidos no se tienen los 30 días?. La gran paradoja es que los profesionales se están cogiendo menos que antes.
Já existe esta semana de quatro dias, ela é chamada de Workweek comprimido, onde as horas do dia, que não são trabalhadas, são distribuídas no resto, diz Masuda. E neste quadro de flexibilidade, o conceito de "férias ilimitadas" também foi introduzido em algumas empresas (Netflix, Virgin ou General Electric). Como o nome sugere, o trabalhador decide quantos dias livres ele terá e sem qualquer condição - nos Estados Unidos não há período de férias de 30 dias -. O grande paradoxo é que os profissionais estão tirando seus dias de descanso menos do que antes.
El debate sobre el tiempo, sobre la sostenibilidad de la vida, llama así a la puerta de las políticas públicas.
O debate sobre o tempo, sobre a sustentabilidade da vida, bate a porta da política pública.
Nivel: B1
Tema: La utopía sostenible: trabajar cuatro días
Fecha de publicación: 27 de noviembre de 2017
La utopía sostenible: trabajar cuatro días
Texto adaptado de http://www.lavanguardia.com/vida/20171126/433202238626/utopia-sostenible-trabajar-cuatro-dias.html
CRISTINA SEN - 26/11/2017
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